domingo, 25 de março de 2012


TORQVEREM Como forma de manter a expressão individual viva e livre do corrosivo mundo externo-coletivo, somado com o ódio crescente pela limitação humana que chamo de “câncer religioso” (cristalizada nos primeiros anos ao moldarmos as concepções de “realidade”), dos meus obscuros labirintos criei uma forma de interpretação onde duramente luto por um modo paralelo em existir e Ser. E foi através deste ideal e filosofia que iniciei a Guerra para absorção e compreensão do universo em sua forma natural “animalesca” para auto evolução (visão amplamente condenada pelos movimentos de rebanho, e seguidores viciados em limitações que acabam por cegarem a verdadeira natureza existente em uma simples manifestação da vida). Utilizando o empirismo que aplicava no campo das Artes Ocultas, em 1998 e.v. registrei as primeiras expressões em áudio e texto (na cidade de Araraquara-SP) do projeto que ainda não possuía nome... E em 2002 e.v. tudo passou a chamar-se “Torqverem” – representando mais que um ideal ou arte, e sim uma filosofia de vida espelhada na interpretação que tenho do universo. Em Porto Alegre-RS no ano de 2002 e.v. encontrei os meios para o caminho do que hoje é a horda, banhada em sangue e usando como catalisadores o desespero e a própria vivência que adquiri durante experiências únicas, e assim possibilitaram que eu conhecesse campos e áreas até então estéreis em minha compreensão.
                                                              




O latim desde o início foi predominante, e esta língua específica acabou por facilitar algumas “expressões-chave” e a escolher o nome “Torqverem”. Utilizo outras línguas e evocações dependendo do foco a ser atingido, e o logotipo antigo foi criado e executado por mim no ano de 2003 e.v. juntamente com as primeiras gravações como “horda”. Com a antiga formação tocamos uma única vez em Santa Cruz do Sul\RS, contando com Profaner (Morterix) e o uruguaio Sebastian (Karkadam e Luctiferu), tocamos cinco hinos que hoje depois de lapidados fazem parte do repertório atual e também registrados nas demos “Funeral da Alma Cristã” (2007e.v.) e “Opvs Infernii” (2010 e.v.). Retornando ao interior de SP em 2006 e.v., optei por reformular o foco e expressão da Torqverem, produzindo a arte de forma mais obscura e possibilitando explorar a vastidão dos abismos humanos em suas perfurantes limitações... Em seguida Janvs Necrokramer entrou como percussionista, seguido pela violinista Mistika Necrolunna para gravarmos a demo experimental “Funeral da Alma Cristã” (2007 e.v.), limitada em 40 cópias e numeradas em sangue, e em 2007 e.v. criei o novo logotipo condizente à atual realidade que usamos até hoje. Após a gravação da primeira “demo”, Count Noctulius (ex Corpse of Christ, Fortian Greymorning e atual Agouro) assumiu o contrabaixo com a saída do violino, participando de apresentações ao vivo durante o ano de 2009 e.v. e também no álbum “Vber Crvciatvs” (lançado apenas em 2011 e.v.). A partir de 2010 e.v. a Torqverem tomou uma postura mais forte e direcionada aos ideais da Guerra Oculta para evidenciar sua proposta no Metal Negro retornando em sua estrutura. Até que oficializamos um “material demo” limitado em 250 cópias intitulado “Opvs Infernii” (2010 e.v.) também em sangue para finalmente os guerreiros mais próximos conhecerem a filosofia e arte da horda (pois até então tudo era fechado e sem distribuição dos materiais).


Não possuíamos mais apresentações com a ausência do contrabaixo, até que Fernando Iser entrou para tocar ao vivo e posteriormente de forma honrada oficialmente iniciou sua jornada com a Torqverem. Até então tudo foi um preparativo para em seguida oficializarmos a guerra de praticamente dez anos com o artefato “Vber Crvciatvs” no ano de 2011 e.v., onde iniciamos a divulgação com celebrações e tocando por todo país. E assim expressamos o verdadeiro metal negro, que é criado com liberdade, força e evolução. A Torqverem cultua o caminho da Guerra Oculta. Liberdade e evolução ao espírito... Pois será sua jaula ou paraíso particular... E que inicie a grande tortura... - V. A. Necrovisceral




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