01. COM QUE PROPÓSITOS SURGIU O ¨SWORDS AT HYMNS¨?
O SAH surgiu da minha necessidade de fazer algo pessoal, onde eu pudesse criar algo
livre e por minhas várias idéias e influências musicais em prática, sem me limitar a
idéias consensuais de banda. É algo que já vinha planejando há muito tempo, mas
nunca tinha colocado em prática. Até que no inverno de 2012 decidi criar o Swords At
Hymns. E este é o propósito do SAH, fazer música.
02. PORQUE O NOME ¨SWORDS AT HYMNS¨?
O nome não tem um significado ou origem em especial, quando criei o projeto tive o
cuidado de escolher algo imparcial, que não prendesse o projeto a um rótulo, como
usar alguma referencia nórdica ou demônio cristão. Hinos vem da parte musical, e
espadas, além de ser algo universal, presente em praticamente todos os povos, são
objetos ritualísticos e símbolo de força, então acho que deu uma cara épica ao projeto.
03. QUAL O SENTIMENTO PELO PAGANISMO?
Apesar de o SAH ter claros traços musicais pagãos, não nos consideramos
religiosamente pagãos. Sem dúvidas há uma simpatia e certa influência, um dos nossos
temas líricos principais é falar sobre liberdade, ou seja, algo que é antônimo de
cristianismo, islamismo ou qualquer religião predominante. E ser contra elas, por
implicação, por si só já se caracteriza como paganismo. Falando por mim, como ateu,
gosto muito de alguns ângulos do paganismo, como o panteísmo, por exemplo, que
sempre está muito presente em nossas letras. Gostamos muito de falar sobre a relação
do homem com a natureza, e a idéia de tratar a natureza como nossa divindade
criadora é algo que me agrada. Mas nunca falamos sobre teísmo ou mesmo qualquer
forma de mitologia. E, mesmo não sendo e não falando sobre qualquer religião pagã
em nossas letras, sempre tem aquele cara chato "haa mas vocês não podem ser
pagãos, não moram na Noruega, não são vikings" como se a umbanda e todas as
outras religiões afros, que também sofreram e sofrem nas mãos do cristianismo, não
fossem também pagãs, e também, como tudo no Brasil, não tivessem vindo do outro
lado do oceano hehehe mas eu nem discuto, acho até engraçado, é só falta de leitura.
04. QUAL O SIGNIFICADO DO BLACK METAL EM SUA VIDA?
Falar sobre a filosofia do BM é sempre aquele clichê: liberdade, revolta,
inconformidade, escuridão, misantropia, anticristianimo... E são clichês verdadeiros,
BM é muito mais do que a música, e junto com ela vem muitos outros sentimentos e
ideologias. Não somos uma banda de puro e verdadeiro Black Metal, mas todos somos
fãs incondicionais do estilo, e essa influência e gosto refletem diretamente no nosso
som.
05. QUAL A FILOSOFIA DA BANDA?
O SAH não é uma banda que levanta uma bandeira e tenta divulgar uma mensagem,
seja ela qual for. Como falei antes, o intuito principal é fazer música, mas claro, com
letras. E essas letras obviamente contam algo. O tema das letras deu uma leve variada
do single para o EP, e do EP para nosso próximo trabalho (logo falarei sobre ele). Acho
que estão mais maduras e evoluídas, no sentido que agora estamos alcançando algo
que estamos gostando de ler o que escrevemos. Os temas são introspectivos, voltados
à liberdade de pensamento, misantropia e natureza. Abordados através de metáforas,
mas sempre com um fundo muito pessoal e verdadeiro.
06. FALE-NOS SOBRE O SINGLE: THE ONLYEND TO A BRAVE.
O single THE ONLY END TO A BRAVE foi gravado com a intenção de dar inicio de fato ao
Swords At Hymns. É uma música já bem antiga, a escrevi lá por meados de 2009, mas
só em 2012 gravamos. A letra fala de uma forma genérica sobre inquisição e como ela
deve ser tratada, na mesma moeda!
07. E SOBRE O EP: MY FREEDOM... FORGOTTEN IN A GRAY DIMNESS?
O EP foi uma continuação do impulso do single. Uma mistura de algumas músicas
antigas com arranjos novos. Gravado em 2013, e lançado no mesmo ano pela Cianeto
Discos. São 5 músicas que mostram outro lado de influências da SAH. Musicas mais
climáticas, algumas beirando o Doom metal, com letras com temas mais pessoas.
08. COMO ESTÃO OS PREPARATIVOS PARA A APRESENTAÇÃO NO TERCEIRO FROM THE SHADOWS FESTIVAL QUE SE REALIZARÁ EM SÃO LEOPOLDO?
Esta apresentação foi algo meio de surpresa. Aceitamos o convite do Rodrigo Thiernox
(organizador do festival e Symphony Draconis) e exatos dois meses antes da data nos
reunimos para começar a ensaiar, e transformar as músicas numa versão mais “ao
vivo”, porque pela quantidade de arranjos de teclados e guitarras limpas seria difícil
reproduzir tudo ao vivo, então demos uma trabalhada no lado mais agressivo dos sons.
O resultado ficou muito melhor do que esperávamos, até porque o ao vivo nunca nem
esteve nos planos. Será um grande festival, e uma grande honra fazer o nosso primeiro
ao vivo ao lado de grandes nomes do metal brasileiro Dyingbreed, Symphony Draconis
e Miasthenia (que eu sinceramente sou fãs de todas hehe).
09. COMO ESTÁ A ATUAL LINE UP?
Maicon Ristow (G,V), Leonardo Goulart (V,B), Andre Lazzarotto (G) e Mateus
Perotti (D)
10. QUAL SUA VISÃO SOBRE A CENA UNDERGROUND NO RIO GRANDE DO SUL?
Falando sobre a parte musical ele é muito rico, todo dia surgem novas e boas bandas,
e muitas crescem até terem o merecido reconhecimento, sem reclamação quanto a
isso. Mas infelizmente o público muitas vezes decepciona. Nos shows o público é boa
parte composto por integrantes de outras bandas que vão prestigiar amigos. Fora
esses, são poucos os que têm interesse em bandas locais como a maioria tem em
interesse em bandas gringas. É uma pena, mal sabem eles que muitas bandas que vem
aqui tocar lá são tão pequenas quantos as daqui. Mas, isso já nem faz parte do metal, é
outro problema brasileiro, complexo de inferioridade, personalidade de vira-lata.
11. DE ONDE VEM A INSPIRAÇÃO PARA ESCREVER AS LETRAS E COMPOR AS MÚSICAS?
As letras são minhas e do Leonardo Goulart, e nossas influências são praticamente as
mesmas, Nietzsche, Schopenhauer, Bernard Shaw, Augusto dos anjos. Além deles
também filmes, contos, vivencias pessoais...
12. QUAIS SEUS PLANOS PARA O FUTURO?
Estamos com o nosso primeiro full já composto, esperando para ser gravado, mas com
os preparativos para o show no 3º From The Shadows Festival tivemos que por
enquanto deixá-lo de lado. Então assim que passar o show o foco será a gravação do
full, que será lançando ainda este ano. Para depois do lançamento do full já temos
algumas idéias e projetos que no decorrer da coisa serão divulgadas.
13. OBRIGADO PELA ATENÇÃO. ALGUM COMENTÁRIO FINAL?
Muito obrigado Marcos Baldur pela oportunidade e pelo apoio de sempre! Queria
agradecer também a todos que nos apóiam e gostam da nossa arte. Pra nós é algo
muito especial quando alguém entende e se identifica com nossas idéias, é do caralho!
E deixar o convite para nosso show ao lado de Dyingbreed, Symphony Draconis e
Miasthenia no From The Sahdows Festival dia 10/05 em São Leopoldo no Embaixada
do Rock. Será uma noite imperdível!


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